Renabrava |
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Recomendação Normativa ABRAVA RN 02 - 2003Sistemas de Condicionamento de Ar e Ventilaçã para Conforto Qualidade do Ar InteriorSumário Prefácio Prefácio revisão dos critérios de renovação de ar, de acordo com os adotados na norma ASHRAE 62-2001; 1. OBJETIVO 1.1 Esta RN estabelece as diretrizes de projeto, operação e manutenção para a obtenção de ar interior de qualidade aceitável em locais providos de sistema de condicionamento de ar e ventilação para conforto. NORMAS E DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA As normas e documentos listados a seguir contêm disposições, que ao serem citadas no texto, se constituem em prescrições desta RN. Portaria N o 3523 de 28/08/1998 do Ministério da Saúde. DEFINIÇÕES Para efeito desta RN adotam-se as seguintes definições: Ar interior de qualidade aceitável Eficácia da ventilação Indicador da fração do ar de ventilação suprido a um recinto que participa efetivamente na diluição dos poluentes. Padrão referencial de qualidade CONDIÇÕES GERAIS 5. OS POLUENTES, CARACTERIZAÇÃO E PADRÕES DE QUALIDADE 5.1 Os poluentes do ambiente interior 5.1.1 Poluentes decorrentes da presença das pessoas produtos do metabolismo – dióxido de carbono (CO 2 ), vapor de água, aerossóis biológicos, compostos orgânicos voláteis, 5.1.2 Poluentes originados no recinto poeira, fibras desprendidas de móveis, forros ou revestimentos acústicos, 5.1.3 Poluentes provenientes do ar exterior poeiras e fuligem em suspensão, fumaça de chaminés, O sistema de condicionamento de ar como amplificador dos poluentes biológicos 5.2.1 Condicionadores e dutos nas bandejas de água de condensação mal drenadas e nas superfícies molhadas das serpentinas de resfriamento, onde formam limo e lodo que se constituem em caldo de cultura para fungos e bactérias, nas paredes com revestimentos porosos do condicionador e dos dutos, onde o amalgama de poeira, fuligem e matéria orgânica pode se constituir também, no ambiente escuro e úmido, num meio propício à proliferação de fungos e bactérias. 5.2.2 Torres de resfriamento Bacias, elementos de enchimento e eliminadores de gotas de torres de resfriamento mal cuidadas formam depósitos de matéria orgânica, lodo, limo e algas, favoráveis à proliferação de bactérias trazidas pelo ar ou a água de reposição. Estas bactérias são arrastadas no ar efluente, transportadas em gotículas que, ao evaporar, as liberam no ar. As torres de resfriamento se constituem portanto em fonte potencial de contaminação do ar interior quando o ar efluente contaminado é introduzido no sistema pela tomada de ar exterior e as bactérias assim introduzidas encontram no sistema um meio favorável à sua rápida proliferação. Em particular a contaminação do ambiente interior com a bactéria Legionella, que pode proliferar em torres de resfriamento mal cuidadas, se dá geralmente por esta via. Padrões referenciais de qualidade Contaminantes microbiológicos Concentração de fungos no ambiente <750 ufc/m 3 e relação I/E < 1,5 (sendo I e E a concentração de fungos no ambiente interior e no ar exterior respectivamente). A ultrapassagem de qualquer um destes parâmetros deve ser considerada anomalia a ser investigada e corrigida. É inaceitável a presença de fungos patogênicos e toxigênicos Fonte: Resolução RE 9 de 16/01/2003 da ANVISA Dióxido de carbono (CO 2 ) 5.3.2.1 A produção de CO 2 pelas pessoas é proporcional à produção de bioefluentes geradores de odores. A sua concentração no ambiente é portanto uma indicação do nível de odores esperado; não dá nenhuma indicação sobre o nível de poluição química do ambiente. O padrão referencial adotado nesta RN para o CO 2 é a diferencia entre sua concentração no ambiente e sua concentração no ar exterior de renovação, como indicador da capacidade do sistema de renovação de ar de manter no ambiente interior uma qualidade do ar aceitável, em termos de odores corporais, para pessoas não adaptadas (que acabam de entrar no recinto): 700 ppm acima da concentração de CO 2 no ar exterior de renovação. Fonte: norma ANSI/ASHRAE 62-2001 5.3.2.2 O CO 2 não é diretamente nocivo à saúde, a não ser em concentrações tão altas que o tornem asfixiante por deslocar oxigênio (máximo de 30000 ppm, ou 3%, para exposição de 10 min., de acordo com o NIOSH – National Institute of Occupational Safety and Health dos EU). Concentração máxima aceitável para ocupação permanente adotada nesta RN: 3500 ppm Fonte: norma canadense (1984) Exposure Guideline for Residencial Indoor Air Quality, (Citada em ANSI/ASHRAE 62-2001) 5.3.2.3 A concentração de CO 2 no ar exterior é normalmente da ordem de 350 ppm, podendo alcançar 500 ppm em áreas urbanas com tráfico intenso de veículos automotores ou outras fontes de combustão. Com a elevação admissível, acima do nível no ar exterior, de 700 ppm devida às fontes internas, a concentração de CO 2 no ambiente interior poderá assim alcançar 1050 ppm até 1200 ppm, portanto muito inferior ao máximo aceitável. Concentrações superiores a estas, a partir de 1500 ou 2000 ppm, devem no entanto ser evitadas em ambientes ocupados por pessoas sedentárias inativas, pois tendem a provocar nestas pessoas certa sonolência e redução da produtividade. Partículas totais em suspensão < 60 µg/ m 3 . Fonte: Resolução CONAMA N o 3 de 28/06/90 (padrão secundário) 5.3.4 Formaldeído 120 m g/m 3 (0,10 ppm) Fonte: norma canadense (1984) 5.2.5 A norma ANSI/ASHRAE 62-2001, Appendix B, cita concentrações aceitáveis de diversos outros poluentes de acordo com recomendações de fontes internacionais. 5.4 Avaliação e controle Contaminantes microbiológicos A periodicidade das avaliações não pode ser estipulada a priori. Deve ser determinada pelo responsável técnico pela manutenção do sistema e constar no PMOC exigido pela Portaria 3253, de acordo com o tipo de instalação e a experiência. 5.4.2 CO 2 As avaliações e controles devem ser realizados por laboratório especializado em avaliações químicas no ar, de acordo com as recomendações na Resolução RE 9 da ANVISA, cap. VI - Avaliação e Controle - Norma Técnica 002 (exceto no que diz respeito à Periodicidade e à Estratégia de amostragem). 5.4.5 Outros contaminantes químicos Avaliações referentes a outros contaminantes químicos devem ser realizadas excepcionalmente, como parte de uma investigação para determinar a natureza e a fonte de poluentes causadores de sintomas de má qualidade do ar de origem não identificada. 6. Eliminação ou redução PREVENTIVA das fontes potenciais de poluição interna Algumas providencias, que independem do sistema de tratamento de ar, podem ser adotadas para eliminar ou reduzir fontes potenciais de poluição no ambiente interior. O arquiteto ou o construtor, e o usuário do ambiente, devem ser orientados pelo projetista e/ou o instalador do sistema de condicionamento de ar para que tais providencias sejam adotadas na medida do possível. 6.1 Redução das fontes É recomendável evitar: - lajes de teto, acima dos forros falsos, deixadas no osso, sem revestimento de massa lisa, com detritos e resíduos de obra; Confinamento das fontes É recomendável: - localizar as máquinas copiadoras e impressoras, sempre que possível, em recintos isolados, 7. RENOVAÇÃO DO AR O sistema de condicionamento de ar deve promover a renovação do ar ambiente com ar exterior de qualidade aceitável a fim de reduzir, por diluição, a concentração de poluentes gasosos e vapores gerados internamente. 7.1 Qualidade aceitável do ar de exterior de renovação 7.1.1 Considera-se aceitável o ar exterior que apresente os padrões primários estipulados na Resolução CONAMA N o 3 de 28/06/90, como reproduzido na Tabela 1. 7.1.2 Os poluentes críticos que devem merecer atenção quando o padrão primário é ultrapassado com freqüência são os poluentes gasosos (óxido de enxofre, monóxido de carbono, ozônio e óxidos de nitrogênio) todos tóxicos ou irritantes. Nestes casos deve se avaliar a necessidade de se prever sua redução por meios apropriados (filtros por adsorção ou processos químicos). 7.1.3 O mesmo se dá quando a única fonte disponível de ar exterior está sempre contaminada por determinados poluentes, como em terminais aeroportuários ou rodoviários, e em certas industrias químicas e petroquímicas, onde dispositivos específicos para retirar estes poluentes do ar de renovação são necessários. Padrões de qualidade do ar exterior
NotasPadrão Primário: são concentrações de poluentes, que ultrapassados, poderão afetar a saúde da população Não deve ser excedido mais que uma vez por ano Vazão de ar exterior de renovação 7.2.1 A qualidade do ar será considerada aceitável se forem supridas aos recintos, as vazões de ar exterior de qualidade aceitável estipuladas na Tabela 2, corrigidas pelo coeficiente de eficácia da ventilação, como indicado em 7.4. 7.2.2 É consenso entre os especialistas que as vazões estipuladas na Tabela 2 têm capacidade de diluir, a um nível aceitável, os bioefluentes humanos, o material particulado, os odores e outros poluentes comuns, geralmente esperados em condições normais de utilização nos ambientes listados. 7.2.3 Havendo no entanto a ocorrência, ou a suspeita de ocorrência, de fontes anormais de poluição, estas deverão ser identificadas e, se possível eliminadas ou controladas na fonte; caso contrário, a vazão de ar exterior estipulada na Tabela 2 deverá ser redimensionada se necessário para diluir os poluentes identificados, a nível considerado aceitável pelas autoridades sanitárias ou por recomendações de autoridades internacionais reconhecidas. 7.2.4 As vazões de ar exterior estipuladas na Tabela 2 independem do tamanho ou do tipo de instalação, sendo válidas, inclusive, para recintos servidos por sistemas mini-split ou aparelhos de janela. Ar exterior para ventilação
Ar exterior para ventilação
Observações Vazões de ar indicadas no sistema SI - 1 L/s = 3,6 m3/h Se refere ao total da área passível de ocupação. Não havendo outra informação, a vazão de ar deve ser determinada considerando a densidade indicada; para densidade conhecida, diferente da indicada, dimensionar a vazão em base à taxa por pessoa indicada na Tabela. - Vazão mínima de ar exterior Na maior parte dos casos, presume-se que a poluição é essencialmente proporcional ao número de pessoas no local, sendo a vazão estipulada em L/s por pessoa. A vazão é estipulada em L/s por m2 nos casos em que a poluição é considerada devida principalmente a outras causas e não às pessoas. - Fumantes As vazões de ar estipuladas supõem a presença de fumantes apenas em locais especialmente reservados. Sendo permitido fumar, acrescentar à vazão estipulada na Tabela os seguintes valores (referidos ao número total de pessoas do recinto): para 10% de fumantes - 5,0 L/s por pessoa 7.3 Ocupação variável Esta redução, no entanto, só é permissível se a vazão de ar exterior máxima for dimensionada em função da ocupação máxima dos recintos, sem considerar fator de simultaneidade para a taxa de ocupação. A redução deve ser automática, controlada por exemplo por sensores de dióxido de carbono. 7.4 Eficácia da ventilação 7.4.1 O valor da vazão de ar exterior a ser suprida ao recinto deve ser o estipulado na Tabela 2, dividido pelo coeficiente de eficácia da ventilação E v . 7.4.2 A eficácia da ventilação é definida pela fórmula (ref. DIN 1946 Part 2, jan. 1994): E v = (C e – C i ) / (C r – C i ), onde: 7.4.3 Na ausência de dados mais precisos, os seguintes valores de E v podem ser adotados: E v = 1,0 - distribuição de ar convencional, em fluxo turbulento, com boa mistura do ar a nível de ocupação, sem possibilidade de curto circuito do ar insuflado para o retorno. E v = 1,2 - distribuição de ar frio em fluxo de deslocamento, que promove a retirada dos poluentes na fonte, antes que possam se dispersar pelo recinto. E v = 0,8 ou menos - (deve ser evitado sempre que possível) - distribuição de ar convencional em fluxo pouco turbulento, com o ar insuflado não atingindo toda a zona de ocupação e/ou com possibilidade de curto circuito do ar insuflado para o retorno. - distribuição de ar quente pelo teto, com retornos em nível alto. 7.5 Repartição do ar de renovação 7.5.1 Quando um mesmo sistema central supre ar a diversos recintos fechados, a parte do ar total suprido a cada recinto é determinada pelas necessidades térmicas dos recintos, o que resulta, em cada recinto, numa relação (ar exterior / ar insuflado) que não corresponde necessariamente à requerida para lhe assegurar sua cota de ar de renovação; neste caso, a quantidade de ar exterior a ser suprida pelo sistema não é a soma das quantidades de ar exterior requeridas em cada recinto. 7.5.2 A norma ANSI/ASHRAE 62-2001 indica a seguinte fórmula para corrigir a vazão de ar exterior total necessária: Y = X / (1 + X – Z) sendo: 7.5.3 A formula, embora aproximada, resulta em correção suficientemente exata em termos práticos para valores de Z da ordem de até 0,30; para valores superiores, a fórmula resulta em correção tanto mais insuficiente quanto maior for Z. Um método mais exato para o cálculo da correção necessária é proposto pelo Eng. Raul Bolliger Junior em seu trabalho “Vazões Efetivas de Renovação de Ar” (março 1999), disponível no Centro de Informação da ABRAVA. 7.5.4 Valores elevados de Z em relação a X resultam em aumentos muito altos da vazão de ar exterior do sistema e deveriam ser evitados, sempre que possível, no interesse da conservação de energia. Num escritório, por exemplo, o recinto crítico pode ser uma sala interna de reunião que apresente um valor Z muito superior à média X do sistema, o que levaria, aplicando a formula, a um forte aumento da vazão total de ar exterior apenas para atender a esta sala. Neste caso uma solução aceitável seria suprir uma parte do ar exterior requerido na sala crítica por ar proveniente dos ambientes vizinhos, induzido por exaustor descarregando o ar usado no retorno geral do sistema, de forma a reduzir o valor Z da sala a um valor próximo da média do sistema sem prejudicar a renovação do ar na sala. 7.5.5 De modo geral, uma solução para o problema da repartição correta do ar exterior sem aumentar a vazão total de ar exterior além do mínimo necessário a cada recinto, consiste em instalar um sistema separado para suprir o ar exterior diretamente a cada recinto, o que garante a cota correta de ar de renovação independentemente da vazão insuflada para atendimento às necessidades térmicas. O ar exterior pode ser tratado parcialmente até as condições internas de projeto, e insuflado ao recinto, diretamente ou a través do mesmo terminal do sistema principal. Tal sistema, embora de custo elevado, poderia se justificar economicamente pela redução do consumo de energia proporcionada pela menor vazão de ar exterior do sistema. 7.6 Sistemas de volume variável 7.6.1 Nos sistemas de volume variável a vazão de insuflação é reduzida em função da carga térmica, mas a necessidade de ar exterior permanece geralmente constante. Sendo mantida a mesma relação (ar exterior / ar insuflado), a vazão de ar exterior seria reduzida na mesma medida que o ar insuflado. Deve portanto se prever dispositivos para manter constante a vazão de ar exterior admitida no sistema, independentemente da redução da vazão de insuflação. 7.6.2 O aumento da relação (ar exterior / ar insuflado) em alguns recintos, devido à redução da vazão de insuflação, agrava ainda mais o problema da repartição correta do ar exterior, sendo especialmente recomendável adotar a solução indicada em 7.5, de suprimento independente do ar exterior, solução esta que tem ainda a vantagem de manter constante a vazão de ar exterior sem exigir controles complexos. 7.7 Exaustão do ar usado Para ser possível a admissão de ar exterior no sistema, é necessário prover saídas suficientes para a vazão correspondente de ar usado. Em edificações hermeticamente fechadas requerendo altas vazões de ar exterior, e não providas de ventilador de retorno / exaustão, as saídas naturais do ar usado são geralmente insuficientes, impedindo a admissão do ar novo necessário. Nestes casos a saída do ar deve ser assegurada por sistema de exaustão retirando o ar, preferivelmente, dos pontos do recinto com maior concentração de poluentes. 7.8 Distribuição correta do ar Modificações na disposição interna das salas devem sempre ser acompanhadas de revisão da distribuição do ar, a fim de assegurar que as novas salas criadas recebam as cotas corretas de ar de renovação de acordo com sua nova finalidade. 7.9 Confinamento e exaustão Não se deve recircular para outros recintos o ar de recintos com forte geração interna de poluentes, tais como salas reservadas a fumantes, salas de reprografia, câmaras escuras de laboratórios fotográficos e similares. Estes recintos devem ser providos de sistema de exaustão forçada; caso a vazão de insuflação determinada pelas necessidades térmicas do recinto seja menor que a vazão de exaustão requerida, esta poderá ser complementada por ar proveniente de recintos vizinhos. 7.10 Contaminação cruzada Deve ser evitada a migração no recinto condicionado de poluentes provenientes de ambientes adjacentes, tais como garagens, cozinhas, e sanitários, que deverão ser mantidos em pressão negativa em relação ao recinto. 7.11 Avaliação e controle A avaliação e controle das vazões de ar exterior de renovação e sua distribuição aos recintos devem ser realizados de acordo com as recomendações do Manual SMACNA – HVAC Systems Testing, Adjusting and Balancing. Não há necessidade de avaliações periódicas de rotina. A conformidade das vazões de ar com os recomendados nesta RN deve ser avaliada: 8. FILTRAGEM O sistema de condicionamento de ar deve filtrar continuamente os aerossóis trazidos pelo ar exterior e os gerados internamente e transportados pelo ar recirculado afim de: - reduzir sua acumulação nos equipamentos e dutos do sistema; A classificação dos filtros e as normas para aferição de sua eficiência adotadas nesta RN são as estipuladas no anexo C da Recomendação Normativa da SBCC n 0 RN 005, reproduzida na Tabela 3. 8.2 Níveis de filtragem 8.2.1 Nível mínimo G3 (=90%) instalado na entrada do condicionador. Proporciona boa proteção do condicionador, e reduz a acumulação de poeira nos dutos, não evitando porém depósitos apreciáveis ao longo dos anos. Apresenta eficiência muito baixa em relação às partículas finas causadoras do efeito mancha escura, e praticamente nenhuma em relação à fumaça de cigarro e às partículas inaláveis profundas mais finas. G3 (=90%) instalado na entrada do condicionador, maisF2 (80-85%) na saída do condicionador, após o estágio de umidificação se houver. Proporciona muito boa proteção do condicionador e elimina na prática quaisquer depósitos de poeira nos dutos; apresenta eficiência alta na retenção de fungos e bactérias, fumaça de cigarro e partículas respiráveis e causadoras do efeito mancha escura. É recomendado para aplicações com alta exigência de qualidade e particularmente em sistemas com longos trechos de dutos inacessíveis para limpeza. 8.2.3 Proteção anti bacteriana Recomenda-se o uso de filtros tratados com produto anti bacteriano aprovado pelas autoridades sanitárias. Classificação e Métodos de Ensaio para Filtros de Ar
Métodos de Ensaio: Classe G: Teste Gravimétrico, conforme ASHRAE 52.1-1992 (Arrestance) 8.3 Pré filtragem do ar exterior Deve ser instalado um pré filtro adicional na tomada de ar exterior, classe G2 (=80%) quando: - o ar exterior é admitido na sala que serve de plenum de mistura para o condicionador - a fim de evitar a acumulação excessiva de poluentes na sala; Nestes casos o pré filtro deve ser instalado junto à veneziana de captação de ar Quando o ar exterior é captado diretamente na caixa de mistura do condicionador, ou é conduzido a esta por curto trecho de duto, dentro da sala do condicionador, o ar exterior será filtrado junto com o ar recirculado, não havendo necessidade de pré filtro separado para o ar exterior. 8.4 Seleção dos filtros 8.4.1 Não é recomendável operar os filtros com vazão superior a 10 ou 15% de sua vazão nominal, principalmente em se tratando de filtros finos, que requerem pressão diferencial apreciável. Operando estes filtros com vazão menor prolonga sua vida útil mais que proporcionalmente ao aumento da área filtrante, sendo o custo maior mais que compensado pelos maiores intervalos entre as substituições. 9. REQUISITOS TÉCNICOS DOS SISTEMAS E COMPONENTES 9.1 Controle da umidade Umidade ambiente superior a 60 ou 70% favorece a proliferação de microorganismos patogênicos ou alergênicos no recinto, principalmente em materiais ricos em nutrientes orgânicos, como poeira, fibra de madeira, papeis, e outros. Umidade inferior a 30% favorece a irritação e aumenta a sensibilidade das mucosas a alergias e a infecções. É portanto recomendável manter a umidade ambiente entre os limites de 30 e 60%, limites estes condizentes com as condições de conforto (V. Renabrava RN 03 – Parâmetros de Conforto Térmico). 9.2 Tomadas de ar exterior 9.2.1 As tomadas de ar exterior devem ser localizadas de forma a evitar a contaminação do ar admitido no sistema devida a descargas de exaustão, ventilação de esgotos, chaminés, efluentes de torres de resfriamento, espelhos de água parada, proximidade a áreas de tráfego intenso de veículos e docas de caminhões, e quaisquer outras fontes potenciais de poluição. Devem ser localizadas considerando sempre a direção dos ventos dominantes; efluentes de torres de resfriamento, em particular, podem ser levados a grande distância pelo vento, e devem merecer especial atenção. 9.2.2 Quando localizadas em paredes, devem ser situadas a não menos de 2,2m. do solo, onde normalmente é maior a concentração de microorganismos e poeira. Tomadas de ar no topo do edifício devem ser situadas a no mínimo 0,9 m da superfície do telhado, e ser projetadas considerando a configuração do edifício e o perfil dos fluxos de ar na vizinhança do telhado para evitar o arraste de poluentes do telhado em direção à tomada de ar. 9.2.3 As tomadas de ar exterior devem ser adequadamente protegidas contra entrada de água de chuva, que pode formar poças de água estagnada propícias à proliferação de microorganismos, bem como contra a possibilidade de introdução no sistema de detritos, restos de insetos e dejetos de pássaros. 9.2.4 Devem ser providas de meios para medição positiva da vazão de ar, permitindo a verificação ou o ajuste da vazão por ocasião do comissionamento ou a qualquer época. 9.3 Dutos e plenos 9.3.1 Devem ser construídos de forma a minimizar a acumulação de poeira e poluentes. Devem ser fabricados em local limpo e serem cuidadosamente limpos internamente durante a montagem e protegidos contra entrada de sujeira ao fim de cada dia de trabalho 9.3.2 Plenos e cavidades de alvenaria ou concreto e em forros falsos, usados para condução do ar, devem ser isentos de resíduos de obra e ter superfícies lisas em contato com o ar. 9.3.3 Devem ser instaladas tampas de inspeção permitindo o acesso para limpeza de dampers corta fogo e outros componentes inseridos nos dutos. Sempre que viáveis, devem também ser instaladas tampas de inspeção permitindo a limpeza interna dos dutos, distantes de no máximo 20m entre elas ou da boca de ar mais próxima. Quando os dutos correm acima de forro falso, deve-se prever no forro meios de acesso às tampas de inspeção. 9.3.4 Os atenuadores de ruído pré fabricados devem ter o material acústico fibroso protegido contra a erosão. Quando utilizados revestimentos internos com mantas ou placas de material fibroso, estas devem ser protegidos contra a erosão e a acumulação de poluentes no material por película plástica resistente e limpável. Revestimentos internos com bidim ou feltro não são admissíveis. 9.3.5 Dutos flexíveis devem ser utilizados apenas para conexão dos terminais aos dutos, ou em passagens críticas, em comprimento não superior a 2 ou 3m. Devem ser facilmente desmontáveis para limpeza ou substituição.
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